Ao entrar no salão, já havia duas pessoas numa mesa: Cyro Monteiro e sua mulher Lu. " Cyro tomando cerveja de manhã cedo?", pensou Paulinho, incrédulo. Ele estava chorando. Paulinho aproximou-se e sentou, enquanto Lu tentava consolá-lo:_ Ô, Cyro quem está na chuva tem que se molhar! Esquece isto. Cyro voltou-se para Paulinho, inconformado: _ Olha, eu nunca tinha sido vaiado na minha vida. E hoje eu fui vaiado cantando um samba do Cartola!...Na pureza , Cyro não conseguia entender, estava arrasado.
(A Era dos Festivais, p.267)
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